Comunidades de Prática e Saúde: Uma introdução ao tema

O diálogo entre a educação permanente, colaboração interprofissional e comunidades de práticas na saúde se impõe como uma necessidade atual e inadiável. Como explicar esse imperativo? Seria porque as equipes de Saúde da Família realizam ações que não produzem bens, mas serviços que são processados, em grande parte, por um trabalho imaterial? Seria porque as ações e interações que constituem as relações entre organizações, equipes, profissionais e pacientes adquiririam uma autonomia deliberada, intencional e dirigida por processos colaborativos? Seria porque, finalmente, tomamos consciência de que o SUS sofre de uma subutilização das competências profissionais e da lentidão na implantação de uma rede de colaboração inserida efetivamente nas práticas cotidianas?