Desenvolvimento e avaliação do protótipo da aplicação GISSA ChatBot Mamãe-Bebê para promoção da saúde infantil

Resumo: O estudo objetivou desenvolver um protótipo da Aplicação GISSA ChatBot Mamãe-Bebê (GCBMB), um agente conversacional voltado à promoção da saúde infantil, assim como avaliar a experiência de uso e a satisfação com a referida solução tecnológica. Trata-se de uma pesquisa transversal, de metodologia mista, em duas etapas: a 1ª de desenvolvimento dos cenários de diálogo e do protótipo do GCBMB, e, a 2ª, de avaliação da experiência do uso do ChatBot por meio de um questionário estruturado, e análise do percurso de uso da Aplicação através de seu banco de dados. A amostra foi de 142 mulheres puérperas, com idade média de 25,4 anos, onde 38,1% eram primíparas. O nível de concordância das mulheres com a simplicidade, boa qualidade da informação, clareza do conteúdo, utilidade e satisfação com a aplicação, estiveram acima de 90%. Mulheres entre 26 a 30 anos apresentaram maiores médias de quantidade de acessos (5,21), quantidade de cenários acessados (9,26) e tempo de uso (272 segundos) comparando-se as mais jovens e as mais velhas. O uso de ChatBots em smartphones é animador para promoção da saúde das crianças, porém são necessários mais investimentos para o aperfeiçoamento de soluções tecnológicas e pesquisas com metodologias robustas para avaliar a sua efetividade.

O trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde à luz da Teoria Comunidades de Prática

Resumo: Analisou-se o trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), à luz da teoria das Comunidades de Prática (CdP). Estudo qualitativo transversal, realizado em quatro municípios do Ceará. Realizaram-se seis grupos focais e seis entrevistas com 45 ACS, respeitando os aspectos éticos. O corpus de dados foi analisado pela técnica de análise de conteúdo. Os resultados apontaram que a participação dos ACS na ESF é marcada pela vivência na comunidade, sendo o foco principal o acompanhamento dos grupos prioritários. As práticas os colocam diante das diversas complexidades sociais e familiares, gerando reflexões e construções de novos significados para si e o processo de trabalho. As CdP dos ACS se engajam e compartilham desafios e aprendizados singulares do trabalho, caracterizado pelo contato e relacionamento íntimo com as famílias do território, que revelam necessidades pouco percebidas pelos demais profissionais da ESF. Quanto aos processos de reificação, evidenciou-se o significado de ser ACS como aquele que escuta e acolhe, além do que, percebe as necessidades das famílias invisíveis aos serviços. Os ACS exercem melhor o papel de articulador da ESF nos territórios, quanto maior forem os espaços de diálogo entre eles, os demais membros da equipe e a gestão.