Pesquisa · 2020–atual

Análise do Processo de Trabalho da Estratégia Saúde da Família na Pandemia de COVID-19

Estudo do processo de trabalho da Estratégia Saúde da Família durante a pandemia, com levantamento online sobre profissionais, organização dos serviços, atenção à COVID-19 e proteção ocupacional.

SituaçãoEm andamentoCoordenaçãoIvana Cristina de Holanda Cunha Barreto

Descrição do projeto

Sobre o projeto

Introdução: A epidemia de COVID-19 foi declarada Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional em 3 de fevereiro de 2020. Com a notificação de mais de 110 mil casos e 4 mil óbitos em países de todos os continentes, a OMS declarou a pandemia de COVID-19, em 11 de março de 2020. Em 31 de maio do mesmo ano, o Brasil apresentava 514.849 casos notificados e 29.314 óbitos por COVID-19, sendo um dos epicentros da pandemia no mundo. Os territórios prioritários para a Atenção Primária à Saúde no Brasil são marcados por uma transição demográfica acelerada, com um quadro de morbi-mortalidade de elevada carga de doenças infecciosas, prevalência hegemônica de condições crônicas, além de uma carga importante de causas externas, como a violência. Nesse sentido, em situações de crise que tensionam o sistema de saúde, como durante a pandemia da COVID-19, o papel dos profissionais da APS e Estratégia Saúde da Família (ESF) no controle da pandemia e mitigação da morbi-mortalidade é fortemente realçado. No processo de atenção aos casos suspeitos de COVID-19, as unidades básicas de saúde devem cumprir uma série de cuidados para, além de garantir o correto manejo, prevenir a transmissão da doença para profissionais de saúde e a outros usuários, o que representa um desafio para os gestores de saúde e as equipes da ESF. Concomitantemente necessita manter as outras ações e serviços de rotina.

Objetivo: Analisar o processo de trabalho da Estratégia Saúde da Família no contexto da pandemia da COVID-19.

Metodologia: Estudo quantitativo, transversal exploratório, de caráter descritivo e analítico, com levantamento de dados primários por meio de um questionário online utilizando a plataforma Survey Monkey, dirigido a população de médicos, enfermeiros, cirurgiões dentistas, técnicos de enfermagem, técnicos de saúde bucal, agentes comunitários de saúde e profissionais dos núcleos ampliados em Saúde da Família que atuam em municípios com cobertura populacional da estratégia Saúde da Família igual ou superior a 65% e nas capitais. O universo de municípios será de 4.913, correspondente a 88% dos municípios brasileiros, e o de profissionais de 423.461. O instrumento abordará quatro eixos: Perfil demográfico e profissional dos trabalhadores; Manutenção e novos fluxos e rotinas dos serviços; Atenção prestada a suspeitos, doentes e contatos de COVID-19; Promoção da Saúde; Vigilância à Saúde; e, Proteção individual/familiar/domiciliar e ocupacional dos profissionais. A pesquisa optou pela busca da participação do maior número de pessoas possível, não se limitando a uma amostra nem cotas pré-definidas, a fim de constituir um volume de dados massivo, compatível com as bases características de tecnologias de Big Data. Assim, os procedimentos de análise envolvem a tabulação e inferência a partir de todos os dados coletados, de forma pós-amostral, por meio das frequências absolutas e percentuais, e cálculo do intervalo de confiança de cada estrato da população estudada.

Integrantes e créditos (8)

  • Ivana Cristina de Holanda Cunha BarretoCoordenação
  • Amanda Cavalcante FrotaIntegrante
  • Luiz Odorico Monteiro de AndradeIntegrante
  • Antonio Ivo de CarvalhoIntegrante
  • André Luis Bonifácio de CarvalhoIntegrante
  • Assis Luiz Mafort OuverneyIntegrante
  • Alessandro JatobáIntegrante
  • Janine Azevedo do NascimentoIntegrante